Voluntariado no Brasil: um campo ainda a ser explorado • bhbit | Soluções para o Terceiro Setor

Voluntariado no Brasil: um campo ainda a ser explorado

Gestão

jul 28
voluntariado

O voluntariado no Brasil ainda representa um grande auxílio

O apoio de voluntários sem dúvida é inestimável para qualquer instituição do terceiro setor. Dados da ONU dão conta de que por volta de 1 bilhão de pessoas no mundo o praticam de alguma forma.

Eles ajudam não só na economia de fundos quando recursos humanos são necessários mas também podem oferecer melhores serviços à comunidade, aumentar o contato da instituição com outras pessoas, disponibilizar seus conhecimentos específicos.

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No Brasil, cerca de 16 de milhões de pessoas fazem trabalhos filantrópicos. Há, ainda, registros de diferentes fases e diferentes formas para a realização desses trabalhos. Veja a seguir mais dados sobre o assunto.

Além disso, recrutar novas pessoas pode ser um pouco complicado para as instituições, por isso trazemos aqui algumas sugestões de como encontrar pessoas que estejam interessadas em se juntar à sua causa.

As diferentes épocas do voluntariado no Brasil

O Centro de Voluntariado de São Paulo (CVSP), instituição que desde 1997 busca disseminar a cultura do voluntariado, divide a história do voluntariado no Brasil em cinco épocas: Benemerência, Estado do Bem-Estar, Voluntariado Combativo, Anos 1980 e Nova Cultura.

No período de benemerência, que remonta ao século XIX, temos a caridade para com os necessitados como principal fonte de filantropia. Dados os valores sociais paternalistas da época, a motivação para as ações era baseada em rígidos valores morais.

Já o Estado de Bem-Estar toma seu lugar no século XX. Com o surgimento das instituições filantrópicas, o poder público passou também a ter parte nas questões sociais, desenvolvendo uma política de assistência social em meados da década de 1930.

Em seguida, nos anos 1960, iniciou-se o período de voluntariado combativo. Esse tipo de ação social reflete também o espírito da época, quando a juventude começou seu processo de politização e ativismo. O movimento era, segundo o IBV, espontâneo, jovem e sem perspectivas de consolidação institucional; baseava-se em geral em protestos.

O período dos anos 1980 foi marcado pelo recuo de esforços voltados à assistência social pelo Estado, abrindo espaço e necessidade de iniciativas vindas de particulares que promovessem aumento da igualdade. Dessa forma, a filantropia passou também às mãos da iniciativa privada, em forma de organizações, fundações e institutos.

A nova cultura consolida o voluntariado no Brasil na década de 1990.

Em 1998, foi sancionada a lei do voluntariado (lei nº 9.608, de 18 de fevereiro de 1998), que define o voluntariado como “a atividade não remunerada prestada por pessoa física a entidade pública de qualquer natureza ou a instituição privada de fins não lucrativos que tenha objetivos cívicos, culturais, educacionais, científicos, recreativos ou de assistência à pessoa”.

Dados sobre voluntariado no Brasil e no mundo

O Brasil, com suas proporções gigantescas, abriga mais de 16 milhões de voluntários.

Esse é um dos dados colhidos na última pesquisa sobre voluntariado no Brasil de que se tem notícia, promovida pela Fundação Itaú Social em parceria com o Instituto DataFolha em 2014. Essa pesquisa ouviu 2024 pessoas de 135 cidades com representatividade de todas as regiões brasileiras.

Outros pontos interessantes mostram que, dos 28% dos entrevistados que já praticaram atividades filantrópicas, 11% continuavam, à época, exercendo essas atividades.

Há também os motivos que levam as pessoas a não praticarem voluntariado: 40% disseram que lhes falta tempo; 29% disseram que nunca foram convidados; 18%, que nunca pensaram no assunto; e 12% não sabem onde encontrar informações sobre o tema.

Se nos concentrarmos no imenso potencial de expansão do número de voluntários no Brasil, só as estatísticas apresentadas no parágrafo anterior já nos dão uma imensa dica de como as organizações do terceiro setor devem se movimentar para conquistar maior apoio de quem nunca fez trabalho filantrópico.

Além disso, separamos aqui algumas dicas de ações que vão ajudá-lo a alcançar mais pessoas interessadas em aderir à sua causa.

Como motivar pessoas a serem voluntárias

Cada instituição e até mesmo cada projeto dentro da instituição tem necessidades bem específicas de pessoal de apoio. Por isso, nem todas as sugestões necessariamente caberão ao seu tipo de trabalho.

Defina sua necessidade e o público que precisa atrair.

Você precisa de apoio permanente ou um grande número de pessoas para trabalhar em uma feira ou evento, por exemplo?

Onde você pretende buscar essas pessoas? Há diversos meios: redes sociais, e-mail marketing, telefone, mala-direta.

Aqui há algumas sugestões de pessoas que podem ser mais propensas a se engajarem em causas:

  • seus amigos e familiares;
  • amigos e familiares de quem já é voluntário no projeto;
  • estudantes em busca de aprimoramento de currículo;
  • pessoas da comunidade onde o trabalho é realizado;
  • pessoas que já foram afetadas pelo problema que sua organização busca solucionar.

Tenha uma mensagem de recrutamento.

Não importa que tipo de equipe você está à procura, é preciso ter uma mensagem de encorajamento para que as pessoas se envolvam na sua causa. Explique por que sua iniciativa vale a pena. Mostre por que a pessoa deve investir o tempo dela na sua causa. Seja simples, direto e comunique o que é necessário, ressaltando o bem para a comunidade que resultará do trabalho.

Uma das formas de atrair interessados também é mencionar que há vantagens em se tornar um voluntário: ganho de experiência, bons pontos no currículo, horas de atividades extracurriculares na faculdade etc.

Convide as pessoas para fazerem parte da organização.

Quando 29% dos entrevistados da pesquisa dizem que não participam de ações de voluntariado por nunca terem sido convidados, parece claro que também faltam movimentações efetivas dos projetos para buscar o apoio dessas pessoas.

Sendo assim, não há solução melhor do que simplesmente convidar e orientar quem já faz parte do projeto a convidar também. Lembre-se de que conhecidos são mais propensos a aceitar o convite.

Recrute voluntários online.

Além de ações de marketing digital em redes sociais, existem também iniciativas que conectam voluntários e projetos sociais com necessidades específicas, como a campanha Adote um Briefing, que busca conectar empresas e profissionais de comunicação com ONGs que precisam de materiais nessa área.

A iniciativa da Parceiros Voluntários também desenvolve diversos projetos nessa área, auxiliando no encaminhamento de recurso humano voluntário para mais de 2.400 OSCs.

Além desses sites, você também pode criar uma página de inscrição para voluntários no seu próprio site, facilitando o contato com quem tem interesse direto na sua instituição e/ou causa.

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