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Otimismo para uma nova realidade: Um guia para o Terceiro Setor

Gestão

abr 30
Otimismo Terceiro Setor

Como enfrentar a nova realidade econômica brasileira de forma positiva

Estima-se que no Brasil mais de 12 milhões de pessoas estejam envolvidas de alguma forma com o terceiro setor – entre eles gestores, doadores, voluntários e beneficiários –, que estão distribuídas em entidades de diversas naturezas cuja contagem ultrapassa 290 mil instituições.

Se não há consenso quando o assunto é a quantidade de iniciativas no terceiro setor desenvolvidas atualmente, pouco também é falado sobre soluções que impactem de forma positiva o setor para driblar a crise atravessada por nosso país.

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INFORME

6 MOTIVOS PARA DIZER ADEUS AO GERENCIAMENTO FINANCEIRO COM PLANILHAS

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É fato que todos somos atingidos pela situação econômica brasileira diariamente, mas você já parou para pensar em que tipos de oportunidades o momento atual pode oferecer para sua área de atuação?

Dificuldade ou oportunidade pode ser apenas uma questão de visão negativa ou positiva sobre o mesmo fato. Se ainda não pensou sobre isso, não se preocupe – este artigo tem justamente a função de ajudar você nessa reflexão.

Para guiá-lo pelo caminho entre os problemas e as ideias de soluções que encontramos, vamos falar sobre os seguintes aspectos e seus desdobramentos:

  • Organize a casa: como ações internas podem modificar um cenário desfavorável
  • O poder das parcerias: busque na comunidade os seus maiores aliados
  • Inteligência como arma anticrise: escute o que os dados têm a dizer
  • Resolva as dificuldades e concentre-se nos desafios
  • Prepare-se para os tempos difíceis

Acomode-se na cadeira e acompanhe as dicas que farão você enxergar os desafios que vêm pela frente de uma forma bem diferente.

Organizando a casa: como ações internas podem modificar um cenário desfavorável

Você já ouviu aquele ditado que diz assim: “Seja a mudança que você quer ver no mundo”? Ele tem sua razão. Só quando conseguimos nos organizar internamente é que conseguimos nos abrir para receber ajuda externa. Para isso, é preciso tomar algumas medidas práticas.

Rever custos

Não é novidade que durante tempos difíceis devemos nos readequar financeiramente para poder prosseguir. O corte de despesas nem sempre é fácil ou simples e requer análise cuidadosa de onde estão as prioridades da instituição. Todo cuidado é pouco para que não se cortem custos ou funções essenciais à organização.

Maximizar os resultados com o menor gasto viável

O ideal é que você descubra quais custos geram mais economia com o menor impacto possível para o funcionamento da instituição. O passo seguinte é mensurar se os cortes são sustentáveis no longo prazo ou se são apenas medidas paliativas. Se você chegar à conclusão, por exemplo, de que a folha de pagamento pode ser enxugada, considere investir mais pesadamente na atração de mão de obra voluntária ou até mesmo freelancer.

Cumprir a nobre e difícil missão de gerar renda

Antes de tudo, é preciso ter uma visão realista da captação de recursos. Embora doações e financiamentos sejam sempre bem-vindos, deve-se ter claro que arrecadar dinheiro sem gerenciá-lo de maneira inteligente não traz resultados eficazes.

Investir para crescer

E por investimento não pense apenas em quantias monetárias. Campanhas que envolvam pessoas e tempo também podem ser consideradas investimento, que muitas vezes pode até ser mais efetivo do que apenas cifras.

Além disso, é preciso paciência até que a campanha de captação gere seus frutos, pois ela provavelmente só trará resultados no futuro. Mas não desanime: esse é um esforço que vale muito a pena!

Manter o financeiro em ordem

É possível que você caia na tentação de usar recursos de um fim específico para cobrir outro que está precisando. Essa medida, porém, de nada adianta quando não se tem um planejamento; pelo contrário, ela até pode piorar a situação dependendo do caso.

Planejar de acordo com o fluxo de renda

Se a sua instituição conta com rendas fixas, torna-se mais fácil saber quando o dinheiro entrará e fazer projeções de caixa. Assim você ganha mais argumentos em negociações e planejará os próximos passos financeiros da organização com base em dados concretos.

Pedir ajuda a um especialista

Se ao analisar o fluxo de renda e fazer a projeção de caixa as coisas ainda assim não melhorarem, peça ajuda a um profissional. Um profissional com experiência e atuação no terceiro setor saberá identificar suas fraquezas financeiras e apontar as melhores formas de fortalecê-las.

O poder das parcerias: busque na comunidade os seus maiores aliados

É fundamental para uma organização do terceiro setor manter boas relações tanto com as pessoas dessa área quanto com outras instituições. O networking, nesse caso, funciona da mesma forma como no mercado de trabalho: quanto mais contatos e reconhecimento a organização tiver, mais será recomendada; além disso, forma-se também uma rede de cooperação mútua, que pode ser muito proveitosa para as partes envolvidas.

Aumentar a participação do conselho

O conselho de uma organização tem papel fundamental na administração, por isso não pode ser relegado a um segundo plano. Embora muitas vezes os membros não participem tanto das atividades da instituição, é papel do gerente também mantê-los por perto.

Mantenha o conselho engajado, pois eles podem ser grandes aliados quando o know-how de cada um é aproveitado. Mais do que dinheiro, eles têm muito a oferecer em relação a experiência e tempo dedicado à organização. Conte com a ajuda deles para criar o planejamento financeiro, para esclarecer a situação da instituição aos fundadores, ou até mesmo peça o apoio deles para liderar mudanças necessárias.

Contar com o apoio dos fundadores da instituição

É algo que pode parecer óbvio em um primeiro momento, mas nem sempre o é. Isso porque muitos administradores se veem em apuros na dúvida sobre até que ponto vão os desafios econômicos enfrentados pela instituição e como repassá-los aos fundadores. Nesse ponto, membros mais antigos do conselho podem ser grandes aliados para fazer a ponte entre gestor e fundadores.

O comprometimento dos fundadores com as instituições deve ser contínuo. Manter um diálogo aberto com eles só tem a acrescentar à confiança adquirida e melhorar a relação entre fundadores e gerência.

Combater o isolamento

isolamento

Reflita: se a sua organização está em dificuldades, outras podem estar passando pelo mesmo; afinal, o país todo está na mesma situação.

O que fazer para que todos possam se ajudar? Por que não juntar forças com outras organizações para compartilhar os pontos fortes de cada uma? A colaboração é uma forma inteligente de ter acesso a serviços necessários oferecidos por outras organizações.

Inteligência como arma anticrise: escute o que os dados têm a dizer

Existem algumas atitudes para melhorar a situação financeira de sua organização. Conhecer os números da organização e usá-los a seu favor é fundamental para a tomada de ação consciente e estratégica.

Você não pode resolver um problema sem saber que ele existe ou de onde vem

Comece pela análise profunda dos rendimentos e das despesas da organização. Ela é fundamental na identificação dos pontos críticos da instituição. Apenas por meio dessa análise criteriosa será possível tomar decisões acertadas sobre como sanar dívidas, manter ou aumentar o patrimônio e ajudar cada vez mais pessoas.
Para isso, será preciso revisar as projeções de caixa. Sabendo quanto dinheiro entra e quanto dinheiro sai da organização, você pode fazer melhores previsões de fluxo de caixa para um melhor planejamento tanto em curto quanto em longo prazo.

Tais dados podem revelar desde baixas momentâneas de caixa, que podem ser sanadas com campanhas pontuais – negociação dos prazos de contas a pagar, acelerar a coleta de doações ou recorrer a uma linha de crédito externa –, até a falta de dinheiro mais profunda, que requer medidas drásticas – como tomar medidas que aumentem as receitas e diminuam as despesas.

Você está preparado para tomar decisões difíceis baseadas em dados?

Fazer o que é necessário nem sempre é tarefa grata. Por exemplo, quando o governo fala em tomar “medidas impopulares” já sabemos que o que nos aguarda é o aumento de impostos. E assim também funcionam os outros setores da economia.

Na gestão de uma organização do terceiro setor, é normal que seja preciso muitas vezes “cortar na carne” para garantir a sobrevivência financeira. Pois, mesmo que você acompanhe todos os dados, os balanços, as entradas e as saídas, é a atitude da liderança embasada por esses dados que farão a diferença no fortalecimento financeiro da instituição.
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Transforme dificuldades em desafios

Durante a crise, em geral são diminuídos os repasses do governo e as doações por parte tanto de empresas quanto de particulares, o que pode deixar a situação financeira do terceiro setor em verdadeiros apuros. Nesse contexto, é interessante conseguirmos enxergar além das dificuldades e ver que tipos de oportunidades podem estar escondidas onde ninguém mais espera.

Aumento de demanda vs. formas de manter os serviços

Em tempos de dificuldades econômicas, a procura pelos serviços de organizações do terceiro setor tende a aumentar enquanto a receita tende a diminuir. Para manter os atendimentos, é importante analisar quais deles são essenciais aos fins aos quais a instituição se propõe e focar neles para diminuir custos com serviços secundários.

Revisão de áreas não essenciais vs. mais colaboração entre as entidades

O foco mencionado implica o estreitamento das opções de serviços oferecidos, sem dúvida. Ao mesmo tempo, pode ser uma boa oportunidade de otimizar recursos – financeiros, humanos, de tempo. Assim surgem as alianças entre organizações sem fins lucrativos. Quando cada uma tem sua finalidade e todas trabalham em conjunto pelo bem-estar social, mais benefício para elas e para quem necessita do serviço.

Queda na arrecadação vs. doações em produto ou serviços pro bono

Embora o dinheiro em espécie seja fundamental por uma série de motivos, é possível contar também com outros tipos de financiamento que acabam poupando recursos da instituição. Muitas pequenas empresas, por exemplo, podem não dispor ainda de grandes quantias para investir em um projeto social, mas ficariam felizes em poder doar parte do seu tempo e expertise para uma causa com a qual se identificam. Uma alternativa viável também é aceitar doações diretamente em produtos, caso a sua organização trabalhe com assistência na área de alimentação – o que é só um exemplo entre tantos possíveis.

Outras oportunidades que você não pode deixar passar:

  • Melhorar as relações com parceiros já existentes.
  • Aumentar a preocupação com as causas que a sua organização defende.
  • Recrutar colaboradores com habilidades diversificadas.
  • Aumentar a demanda por serviços e criar oportunidades de crescimento.
  • Melhorar o conhecimento acerca do trabalho desenvolvido pela instituição bem como seu valor para a realidade da comunidade.

E não se esqueça da preparação para tempos difíceis

Sem dúvida ninguém gostaria de passar por mais uma crise econômica no Brasil. Mas, se estivermos preparados e cientes de como estão as nossas contas, possivelmente conseguiremos passar por mais esse problema sem muitos traumas e só com alguns arranhões.

Não tente ser o super-herói e resolver sozinho todos os seus problemas financeiros. Como estamos ressaltando durante todo este artigo, é importante buscar parcerias, seja dentro do próprio terceiro setor, seja na iniciativa privada ou na pública.

Além disso, busque sempre reforçar essas relações; tanto as internas (com o conselho, os fundadores, os colaboradores, por exemplo) quanto as externas (empresas parceiras, organizações e setor público).

Evite grandes investimentos, como compra de imóveis, contratações ou expansões enquanto durar o período de turbulência econômica.

E nunca é demais reforçar: analise seu fluxo de caixa para entender os períodos de aumento de renda, os de baixa e os de estabilidade. Muitas organizações, mesmo durante períodos conturbados no país, conseguem ver aumento nos recursos recebidos. Se for o caso, pode-se pensar em investimentos que garantirão a sustentabilidade em períodos de baixa arrecadação, minimizando os efeitos de crises econômicas.

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