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Fluxo de Caixa e a gestão financeira do Terceiro Setor

Gestão

maio 12
fluxo de caixa terceiro setor

A importância do Fluxo de Caixa para a gestão financeira no terceiro setor

O fluxo de caixa pode auxiliar as entidades do terceiro setor a enfrentarem suas principais dificuldades na gestão financeira?

Essas organizações enfrentam uma série de desafios na área financeira e operacional, como exigências e burocracias junto às fontes financiadoras, encargos e ações específicas determinadas pelo poder público e uma grande concorrência na busca por doações e colaboradores financeiros. Para conseguirem manter uma saúde financeira, as entidades necessitam de uma ação participativa e integrada de gestão, tanto na parte administrativa quanto na área contábil.

A maneira como as organizações planejam, organizam, dirigem e controlam suas atividades administrativas deve ser flexível, moderna e inovadora. O processo de tomada de decisão requer informações do contexto em que as entidades estão inseridas e de ferramentas para o adequado fluxo de caixa e execução de tarefas próprias da administração financeira.

Para tanto, as organizações têm que acrescentar novos instrumentos de gestão a sua realidade, além de atitudes que assegurem o cumprimento de seus objetivos institucionais. Uma organização sem fins lucrativos necessita de informações estratégicas para o gerenciamento financeiro, tendo em vista a manutenção da sustentabilidade e da credibilidade da instituição junto à sociedade e aos agentes financiadores.

Garantir a plena prestação de contas e o cumprimento de seus compromissos sociais são atividades de grande relevância para a manutenção de uma entidade do terceiro setor. Nesse contexto, é importante olhar com atenção para a gestão de caixa. Compreender os conceitos básicos de fluxo de caixa pode ajudar as organizações sociais a se planejarem para as eventualidades e imprevistos que quase todas as organizações enfrentam ao longo de suas trajetórias.

As entidades sem fins lucrativos precisam gerenciar e controlar a quantidade de dinheiro que precisam para realizar suas atividades durante um determinado período de tempo. O ideal é que as organizações sejam capazes de manter um fluxo de caixa líquido positivo, que se refere a uma movimentação positiva das finanças, controle sistemático da entrada e saída de dinheiro, capacidade de pagar salários, fornecedores e credores e manter as atividades mensais.

O controle do fluxo de caixa inclui o total conhecimento do dinheiro recebido de doadores e investidores, bem como os valores devidos aos credores. Para que essa conta seja fechada com sucesso, as entidades do terceiro setor devem aperfeiçoar sua gestão administrativa, principalmente no que diz respeito ao controle dos recursos provenientes de diferentes fontes. Para isso, as organizações podem buscar ferramentas que ajudem a sanar suas necessidades, como softwares de gestão financeira e tecnologias voltadas ao terceiro setor.

Vale lembrar que uma instituição com um fluxo de caixa eficiente consegue tornar o projeto viável e cada vez mais confiável.

O Fluxo de Caixa e seus benefícios

O princípio do fluxo de caixa consiste em comparar todos os recebimentos diretamente com os desembolsos. Essa atividade deve ser executada com o maior nível de detalhamento possível, pois é ela que garante que haverá dinheiro em caixa disponível para eventuais despesas e investimentos estratégicos.

A contabilidade do fluxo de caixa não deve ser feita no momento em que uma fatura é emitida ou recebida, mas sim no ato da efetivação dos pagamentos, ou seja, quando o dinheiro recebido sai da conta da organização para eventuais quitações de dívidas e despesas operacionais.

Para as entidades, o fluxo de caixa é um dos itens mais importante das demonstrações financeiras, pois oferece o real conhecimento da situação da instituição e mostra como está o cenário de gastos e recebimentos.

Manter um fluxo de caixa positivo significa equilibrar a entrada e a saída de recursos. Na prática, um fluxo de caixa positivo é um bom sinal de saúde financeira.

Em contrapartida, um fluxo de caixa negativo demonstra falta de organização, de planejamento e visão financeira, pois deixa claro que a entidade tem uma saída de caixa que excede o ingresso de recursos.

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Quais são os componentes do Fluxo de Caixa?

A chamada declaração de fluxo de caixa mostra todas as fontes e usos de recursos financeiros, e é normalmente dividida em três componentes:

Fluxo de caixa operacional – Tem como base o capital de giro. Trata-se do fluxo de caixa gerado pelas operações internas. Em empresas privadas, esse fluxo é gerado pela venda de produtos e serviços. Já nas entidades sociais, ele pode ser resultado de ações pontuais de arrecadação, eventos internos e venda de produtos.

Fluxo de caixa de Investimento – É gerado internamente a partir de atividades não-operacionais, como investimentos em ativos fixos para as instalações, o que inclui equipamentos, veículos e até mobiliários pertencentes à entidade.

Fluxo de caixa de financiamento – É o dinheiro que chega à instituição a partir de fontes externas, como financiadores, doadores e investidores. Para uma correta gestão do fluxo de caixa de financiamento, as organizações sociais devem se preocupar em controlar todos os recebimentos e pagamentos de dividendos e custos operacionais que, obrigatoriamente, precisam ser incluídos na demonstração dos fluxos de caixa.

Como ter boas práticas de Gestão do Fluxo de Caixa

Ter uma boa gestão do dinheiro nas entidades sociais é uma atividade relativamente simples. Basta adotar algumas ferramentas estratégicas que facilitem a gestão financeira, saber quais são as necessidades de caixa da entidade e quando os imprevistos podem acontecer, conhecer as melhores fontes para atender as necessidades adicionais de caixa e estar preparado para surpresas e investimentos extras.

É preciso também que os gestores das entidades sociais entendam a importância da gestão de fluxo de caixa e adotem rotinas contábeis que facilitem o controle financeiro, antecipem as necessidades de recursos extras e façam a plena gestão das contas a pagar e dos recebimentos previstos.

Uma gestão financeira de qualidade é o grande diferencial para que as entidades sociais conquistem sustentabilidade. Para isso, a ferramenta de fluxo de caixa é indispensável, pois ela ajuda na tomada de decisões e otimiza o uso dos recursos disponíveis.

Empregar o fluxo de caixa exige apenas organização nas anotações diárias das principais movimentações financeiras das entidades. Controlar a entrada e saída de dinheiro é uma atividade que pode ser feita com o auxílio de programas e tecnologias pontuais, como softwares customizados de gestão contábil e planilhas de fluxo de caixa.

Vale a pena contar também com a orientação e a experiência de um bom contador para manter as finanças em ordem!

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