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Sustentabilidade Financeira no Terceiro Setor

Gestão

maio 05
Sustentabilidade Terceiro Setor

Como conquistar Sustentabilidade Financeira no Terceiro Setor

Antes mesmo de falarmos diretamente da sustentabilidade financeira, vamos pensar um pouco apenas no termo sustentabilidade…

O termo sustentabilidade tem feito parte do cotidiano da sociedade moderna, empregado sempre em um contexto ambiental ou ecológico. Nesse sentido, sustentabilidade significa encontrar meios de utilizar os recursos naturais de uma forma consciente, tendo como foco impedir o seu total esgotamento.

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Mas afinal o que é sustentabilidade financeira?

Sustentabilidade Financeira: Conceito

Já para as organizações sem fins lucrativos, o termo sustentabilidade é usado para descrever uma realidade financeira equilibrada e confortável, que garanta a capacidade de sustentar projetos a longo prazo, perpetuando e cumprindo uma missão social.

A sustentabilidade financeira do terceiro setor está diretamente ligada a atividades de planejamento estratégico, contabilidade, adaptabilidade e visão de futuro. Para que uma organização sem fins lucrativos seja sustentável, seus líderes e gestores precisam saber exatamente quanto custa manter a organização e oferecer programas e serviços específicos, de modo que a entidade sem fins lucrativos possa levantar dinheiro suficiente para cobrir seus gastos.

Quando uma organização não é capaz de gerar recursos financeiros para cumprir com seus pagamentos e investimentos e sustentar seus custos de infraestrutura, o projeto se torna inviável. O grande problema dessa situação é que, em muitos casos, projetos realmente especiais e com grande importância para a sociedade acabam perdidos por falta de planejamento financeiro.

Quais são os desafios financeiros do terceiro setor?

Dificuldades financeiras são uma realidade para muitas organizações sem fins lucrativos, mesmo para aquelas que oferecem excelentes programas e que apresentam relevância nacional. Para as entidades que dependem de suporte financeiro de doadores, a realidade acaba sendo ainda mais difícil, pois a arrecadação de recursos pode ser variável de um mês para o outro.

Entidades do terceiro setor que não trabalham a sustentabilidade financeira a médio e longo prazo acabam esbarrando em problemas e burocracias, e vivem lutando para encontrar e conquistar novas fontes de financiamentos. Para evitar esse tipo de situação, as entidades devem investir no fortalecimento de suas organizações e numa administração contábil responsável, organizada e moderna, que tenha o suporte de ferramentas tecnológicas que facilitem a gestão financeira.

Obter a tão desejada sustentabilidade é um desafio. É preciso traçar uma meta de trabalho, buscar soluções que possam trazer economia, atrair investidores dispostos a contribuir com o terceiro setor e contar com um bom departamento de marketing e comunicação para divulgar a marca e as ações da instituição a fim de conquistar credibilidade.

Os doadores desempenham um papel importante para ajudar a aliviar a pressão financeira sobre as organizações sem fins lucrativos, mas sem planejamento e controle de gastos as instituições continuam fadadas a prejuízos e situações emergenciais quando o assunto é dinheiro.

Sustentabilidade Financeira no Terceiro Setor

Os principais problemas financeiros enfrentados pelo terceiro setor

1. Restrições ao Financiamento – As entidades sociais, principalmente as pequenas, encontram muita dificuldade para adquirir financiamentos. Muitas vezes, os investidores preferem apoiar grandes organizações ou garantir suporte financeiro para programas sociais próprios. Além disso, a burocracia acaba travando os processos de financiamento no Brasil, fato que prejudica muito as organizações sociais.

2. Falta de Visão Estratégica – As entidades do terceiro setor costumam encarar a sustentabilidade como a diminuição de sua dependência de financiamentos. Na verdade, esse termo é muito mais amplo e envolve a capacidade de pagar suas despesas operacionais, ter capital suficiente para operar e crescer e garantir uma reserva financeira para situações pontuais. Para isso, é preciso visão estratégica de planejamento financeiro.

3. Receitas – As entidades sociais precisam compreender que a diversificação de receitas é muito importante para a geração de recursos no terceiro setor. Quando a entidade não depende apenas de fontes específicas de receitas, mas consegue contar com várias fontes, ela garante mais tranquilidade e minimiza os riscos de operação, pois mesmo perdendo um investidor, a entidade consegue continuar trabalhando.

4. Doações – O número de pessoas dispostas a doar para causas sociais é sempre variável. Por isso, não é indicado tocar projetos e entidades apenas com recursos vindos de doadores voluntários. O ideal é trabalhar com doações, financiamentos públicos e privados e recursos provenientes de ações de marketing, eventos e vendas de produtos da entidade.

5. Falta de conhecimento – As organizações sem fins lucrativos precisam conhecer a natureza do dinheiro que mantém o setor. É fundamental que essa compreensão das finanças faça parte do dia-a-dia de todos os colaboradores envolvidos com as organizações sociais. O engajamento de todos em busca da sustentabilidade financeira é fundamental para que o projeto seja bem sucedido.

6. Capital de Giro – As entidades sociais funcionam, no âmbito administrativo e contábil, como verdadeiras empresas. Elas precisam ter profissionais capacitados para realizar uma boa gestão empresarial. Além disso, é importante que as entidades tenham reservas de recursos para despesas de rotina em períodos de baixo fluxo de caixa ou para investimentos estratégicos.

O planejamento é a chave para a sustentabilidade financeira

As organizações sem fins lucrativos perdem muito tempo procurando financiamentos que possam ajudar a garantir múltiplas fontes de recursos financeiros e acabam se esquecendo que é possível apostar em ações próprias para dinamizar a captação de fundos.

O planejamento da organização é o primeiro passo para a sustentabilidade financeira, pois sem ele todos os esforços são inúteis. É preciso capacidade técnica e estratégica para enfrentar a pressão financeira e conseguir tocar projetos com qualidade e independência.

Em muitos casos, os investidores podem ajudar a aliviar o estresse sobre os gestores das entidades sociais, mas é preciso pensar que os financiamentos não duram para sempre e que é preciso diversificar as fontes das receitas para evitar surpresas desagradáveis.

Contar com o apoio de bons contadores, buscar orientação sobre tributos e encargos, estimular o diálogo sobre a situação financeira da instituição e reduzir despesas desnecessárias são boas alternativas para garantir que uma entidade possa trabalhar com fôlego e sustentabilidade financeira.

O conceito de ser sustentável deve ser encarado como a capacidade de lidar com diversos cenários e fatores econômicos, garantindo a contribuição social da entidade em primeiro lugar. Para isso, é preciso conhecimento, ferramentas tecnológicas que possam auxiliar na organização da contabilidade e estratégias que sejam capazes de superar o desafio da sustentabilidade financeira no terceiro setor.

Outro ponto que deve ser ressaltado é que a concorrência por recursos está cada vez maior para as entidades e, por isso, é fundamental que elas consigam construir uma boa credibilidade e reputação e que sejam totalmente transparentes em suas prestações de contas.

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