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Como sua organização pode se beneficiar com o storytelling

Marketing

jul 05
storytelling

Organizações Sociais e o Storytelling

Você já sentiu que tinha uma ideia importante para passar a sua comunidade, mas que o impacto de suas ações não foi tão grande ou efetivo quanto você esperava? Talvez você ainda não saiba, mas um dos caminhos de tijolos dourados para mensagens com grande poder de engajamento e que alcançam muitas pessoas é a contação de histórias, que chamamos aqui pelo termo em inglês pelo qual ficou conhecido – storytelling.

Desde antes de sairmos das cavernas somos seres recheados de histórias. E elas servem aos humanos de diferentes formas: entendimento de mundo, socialização, transmissão de conhecimento através dos tempos. Como disse Adilson Xavier em seu Storytelling: histórias que deixam marcas, “criar e contar histórias, mais do que entretenimento, é uma questão de sobrevivência”.

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Podemos listar aqui três pontos pelos quais a prática de storytelling é uma boa pedida para a estratégia de conteúdo de sua instituição:

Histórias nos ajudam a lembrar. Quando você precisa que o público se lembre de dados, a propensão das pessoas a reter mais informações se elas estiverem inseridas em uma narrativa é bem maior.

Histórias influenciam em tomadas de decisão. Em 1990, foi feito um estudo sobre como jurados chegam a vereditos. De acordo com a pesquisa, muitos deles construíam uma narrativa baseada nos fatos apresentados no caso. Depois comparavam essas narrativas com as que os advogados apresentavam. A conclusão foi de que os jurados tendiam a concordar com as histórias que mais se encaixavam nas deles próprios.

Histórias nos conectam com o senso de generosidade. Outros estudos mostram que doadores tendem a doar o dobro quando lhes são apresentadas as histórias daqueles que são beneficiados pela instituição em relação a quando lhes são apresentados apenas números em relatórios contábeis.

Como contar histórias pode impulsionar um projeto social

Organizações do terceiro setor apoiam causas que engajam a comunidade se contadas da melhor forma.

É por isso que todos na sua instituição precisam ter uma boa história – para despertar o interesse da mídia, para inspirar doadores, para motivar a equipe a alcançar os objetivos, para começar uma mudança de mundo.

Mais do que representarem apenas números, as pessoas precisam se identificar com sua história de forma que se vejam nela ou vejam alguém que faça parte da vida delas. Ao trabalhar para sua causa – seja com tempo, dinheiro ou outros recursos –, doadores enxergam um reflexo de quem eles são ou de quem eles querem ser por meio da sua instituição. Sua tarefa é também reforçar esse sentimento para ter sucesso em suas ações.

Para isso, você pode recorrer a todos os contatos de sua instituição para coletar essas histórias: beneficiários, voluntários, doadores, apoiadores em geral. Cada pessoa pode dar seu depoimento para a parte do público que você quer atingir para que a identificação finalmente aconteça.

Em resumo, o principal é: encontre seus valores, crie histórias a partir deles e atinja pessoas que compartilham da sua visão de mundo. Para ajudar nessa tarefa, aqui vão quatro sugestões para você começar a contar histórias para cativar pessoas:

  1. Como sua organização foi criada?
  2. Qual é o principal desafio enfrentado por sua instituição?
  3. Quem são as pessoas envolvidas nas atividades da instituição?
  4. Que tipo de mudança vocês querem provocar no mundo?

As melhores práticas para contar uma história

Comece por sua mensagem. Provavelmente sua organização já tem um lema ou um ideal. Esse pode ser o norte que você procura para começar a contar suas histórias. Outra opção é separar a mensagem maior em pequenas histórias que cobrirão diferentes objetivos de comunicação da instituição.

Conheça seu público-alvo. Neste ponto, é importante que você se faça muitas perguntas e que possa respondê-las também.

  • Você está em busca de doadores? De voluntários?
  • Quer gerar comentários sobre sua causa e trazer para a mídia seu dia a dia?
  • Qual é o perfil do seu público?

Você pode responder essas perguntas apenas imaginando ou, melhor, perguntando, observando e conversando com as pessoas. Ter esses tipos de dados pode não só ser útil na sua estratégia de divulgação, pode ajudar também em outras áreas da organização. Além disso, saber quem é seu público significa conectar-se a ele mais efetiva e rapidamente.

Encontre a melhor história. Tenha em mente que seu maior trunfo é a empatia. Sua missão é despertar na audiência a mesma motivação que faz você acreditar na causa da sua instituição. Pode ser por meio de um depoimento, de um fato histórico que ocorreu e tenha relação com sua causa. Emocione para engajar seu público. Não perca de vista que histórias devem transmitir veracidade, embora possam ser ficcionais. O que isso quer dizer? Bem, não minta para seu público inventando histórias e transmitindo-as como verdadeiras, mas você pode criar histórias que poderiam ser de qualquer pessoa, ou seja, verossímeis.

storytelling

Os elementos de uma boa narrativa

Personagem. Tente não focar apenas no propósito ou na organização como um todo. Histórias são sobre pessoas que de alguma forma refletem os valores que a audiência cultiva. Não é necessário mais do que um protagonista para que a narrativa aconteça, contanto que este se identifique com as ideias passadas pela instituição.

O conflito. Não tenha medo de falar sobre conflitos quando você busca mostrar que tem a solução para eles. Conflitos são apenas obstáculos que aproximarão pessoas interessadas em ajudar você a resolvê-los. Não se esqueça de que o público precisa se identificar com o problema para se engajar na resolução dele.

Um desejo. Aquela vontade que faz você sair da cama pela manhã. O brilho nos olhos de quem ajuda ao próximo. O poder de mudar o mundo, nem que seja aos poucos. É isso o que buscamos para contar nossas histórias, para inspirar outras pessoas a buscarem seus próprios ideais.

Encontre o melhor meio para contar suas melhores histórias. Escrita, áudio ou vídeo. Livro, revista, rádio, podcast, TV ou YouTube. As possibilidades são várias e vão depender também de onde seu público o encontrará mais facilmente. Capriche nas imagens e na qualidade do áudio. Mesmo quando escolher se comunicar através de textos, use imagens para ilustrar. Nós somos seres muito visuais, então não é nada mau tirar proveito disso. Imagens por si só também podem contar histórias. Compartilhar o dia a dia de sua instituição nas redes sociais, por exemplo, pode ajudar as pessoas a conhecerem suas atividades.

Agora é hora de contar histórias

Criar narrativas pode parecer complexo no início, mas certamente vale o esforço do aprendizado pelo retorno que traz para a organização.

O segredo é não ter medo de mostrar o lado emocional da sua instituição e mostrar para as pessoas sua vontade de mudar a realidade. E não se esqueça:

  • Toda boa história tem um contador apaixonado – você!
  • Histórias poderosas sempre têm personagem, conflito e desejo.
  • Histórias precisam passar emoção!
  • Histórias não precisam necessariamente ser impressas; elas podem ser disponibilizadas no YouTube, no seu site ou nas redes sociais.
  • Histórias precisam de foco. Você não precisa contar tudo o que aconteceu, mas é importante que siga a estrutura de início, meio e fim.

Todos têm uma história. Qual é a sua?

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