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Doações através de smartphones ainda apresentam desafios

Captação de Recursos

nov 22
doações através de smartphones

A importância de inserir a instituição no mundo dos smartphones

Atualmente, o número de instituições do Terceiro Setor que possibilitam doações online através de tablets e smartphones é bastante limitado, portanto, não é de se surpreender que a porcentagem dessas doações ainda seja pequena em comparação aos métodos tradicionais. Porém, segundo dados divulgados pelo relatório anual da Blackbaud, importante empresa de softwares para entidades filantrópicas norte-americanas, as doações feitas pelos smartphones são as que possuem o maior potencial de crescimento no decorrer dos próximos anos.

Esse resultado pode ser explicado pelo aumento exponencial da popularidade dos smartphones nos últimos cinco anos. Em um curto período de tempo, eles conquistaram os consumidores, e no ano de 2014, os celulares já ultrapassaram os computadores de mesa em relação ao fluxo de usuários que o utilizam para navegar na internet.

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Essa crescente importância dos smartphones representa uma questão a ser considerada pelas entidades sem fins lucrativos, as quais precisam se adaptar rapidamente para conseguir usufruir dos benefícios que a conectividade móvel pode proporcionar.

Ainda de acordo com os dados divulgados pela Blackbaud, mais de 40% das instituições filantrópicas norte-americanas planejam criar versões otimizadas de seus sites para tablets e smartphones. Além disso, cerca de 44% demonstraram interesse em habilitar doações através desses aparelhos e mais de 50% também afirmaram que começariam a se comunicar com seus colaboradores através de mensagens de texto.

Principais desafios para aplicativos de doações para smartphones

Hoje em dia existem aplicativos para quase tudo, inclusive para captação de recursos. Com um número cada vez maior de smartphones no mercado, potenciais doadores desejam fazer uso de seus smartphones ou tablets para diversos tipos de atividades, inclusive enviar doações para suas instituições de caridade favoritas.

Esses aplicativos são baixados diretamente pelos proprietários de smartphones ou tablets, geralmente a partir de um repositório central online mantido pelo fornecedor do sistema operacional móvel. Sendo os maiores fornecedores na atualidade a Apple e o Google, com seus respectivos sistemas operacionais iOS e Android. Havendo ainda outras opções como BlackBerry e Microsoft Windows Phones.

Mas um dos fatores que dificultou bastante a adoção desses aplicativos é que desde 2010, a Apple proibiu doações de caridade feitas através de aplicativos em sua plataforma iOS, software utilizado por iPhones e iPads. Os aplicativos desenvolvidos para esta plataforma podem até sugerir que os usuários realizem doações, mas a transação não poderá ser realizada de forma nativa dentro do aplicativo, sendo necessário direcionar o usuário para a página da instituição.

O resultado disso é que os usuários que desejam realizar uma doação através do seu dispositivo da Apple enfrentam uma série de barreiras. Uma vez que ao clicar no botão doar, eles são levados para fora do aplicativo e forçados a navegar através de formulários de doação no website da organização ou em sites externos como o PayPal ou Google Checkout. Sem contar que muitas vezes o site da instituição pode não estar preparado para exibição em dispositivos mobile, o que dificultaria ainda mais o processo de doação caso o usuário tivesse que preencher formulários nas pequenas telas de seus smartphones. Todas essas etapas trazem um risco muito grande de perda de potenciais doadores.

Além disso, a Apple também cobra 30% de todos os pagamentos realizados através de sua plataforma móvel, como vendas de mercadorias por meio de um aplicativo. Portanto, muito possivelmente, mesmo que fosse permitido às entidades do terceiro setor receber doações por meio do aplicativo, provavelmente as taxas cobradas poderiam tornar a prática insustentável.

E as dificuldades não se restringem apenas a plataforma da Apple. Apesar do Google permitir que os aplicativos desenvolvidos para Android possam processar doações dentro do próprio aplicativo, é exigido que a entidade seja membro do Google para organizações sem fins lucrativos. E existem uma série de entidades que não podem se qualificar para este programa, tais como:

  • Entidades e organizações governamentais
  • Hospitais e grupos médicos
  • Escolas, creches, instituições acadêmicas e universidades

Iniciando uma estratégia voltada ao mundo dos smartphones

Para se iniciar uma estratégia voltada ao mundo dos smartphones e ao seu público cativo, o primeiro passo é criar uma versão do site da entidade que possa ser acessada através de celulares e tablets. Para acelerar esse processo, não é necessário que o site inteiro esteja disponível para os smartphones e sim algumas páginas chaves como as notícias, as campanhas em andamento e a página de inscrição para receber novidades sobre a entidade por email.

Além do site, também é importante que os emails enviados aos colaboradores possam ser acessados no celular, pois desse modo as chances de que eles sejam lidos é comprovadamente maior.

Desse modo, além de apresentar um ótimo potencial para o aumento das doações, a outra grande vantagem em ampliar o sistema de comunicação da entidade para os smartphones é que os custos do processo são relativamente baixos.

As instituições que ainda possuírem qualquer dúvida sobre a importância dessa migração para o universo dos smartphones podem observar os dados divulgados pela eMarketer, uma das principais empresas de análise de marketing digital do planeta, cuja pesquisa comprovou que quase 40% de todos os emails enviados no mundo são abertos em aparelhos portáteis. Ainda segundo a empresa, os smartphones ultrapassarão em número a quantidade de notebooks e computadores até o ano de 2017, se tornando assim os principais aparelhos com acesso a internet.

Enquanto muitas entidades do Terceiro Setor presenciam uma queda no fluxo de doações, os smartphones surgem como uma alternativa favorável e bastante vantajosa, capaz de reverter esse quadro negativo e voltar a gerar bons resultados para as instituições sem fins lucrativos. Além de possibilitar uma aproximação com o público mais jovem, adepto ao uso contínuo do celular, essa comunicação móvel também pode aproximar as entidades aos seus colaboradores mais velhos, pois estes estão igualmente conectados aos smartphones e deixando cada vez mais de lado os métodos obsoletos e tradicionais.

Portanto, mesmo que os aplicativos para doações através de smartphones ainda apresentem diversos obstáculos, existem outras alternativas para que as entidades do terceiro setor se insiram o mais rapidamente possível no universo dos aparelhos móveis para permanecer fazendo parte do dia a dia de seus doadores e manter o interesse dos mesmos na entidade.

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